Ouve falar disso todos os dias, mas... sabe realmente qual é a diferença entre IA e IA generativa?
- Mercado Digital

- 12 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Quer saber mais sobre inteligência artificial generativa? Apresentamos uma breve explicação, os seus usos positivos e, naturalmente, os possíveis riscos.
A inteligência artificial (IA), enquanto conceito, deixou de ser apenas o enredo de filmes de ficção científica para se tornar parte integrante do quotidiano, acessível a qualquer pessoa com ligação à internet. No seu sentido mais amplo, a IA refere-se à capacidade das máquinas de desempenharem tarefas que, até então, eram exclusivas dos seres humanos.

Atualmente, encontramos inteligência artificial em diversas áreas, como ferramentas de trabalho, eletrodomésticos e veículos autónomos. Contudo, é importante distinguir a IA tradicional da inteligência artificial generativa (IA generativa), um ramo mais específico que se dedica à criação de conteúdos e ideias, em vez de apenas interpretar dados para realizar funções.
A IA generativa tem a capacidade de criar conversas com diferentes tons, desenvolver histórias, gerar imagens, vídeos, jogos, música e até aprender linguagens como programação ou arte. Esta tecnologia armazena o conhecimento adquirido e utiliza-o para produzir novos conteúdos.
Exemplos práticos? Aqui estão alguns casos recentes de aplicação da IA generativa, segundo a Amazon Web Services:
- **Serviços financeiros**: Bancos utilizam chatbots para fazer recomendações e responder a clientes. Instituições de crédito realizam simulações de crédito mais rápidas e oferecem aconselhamento financeiro personalizado, reduzindo custos.
- **Saúde e ciências biológicas**: A IA acelera a investigação de medicamentos, uma aplicação promissora na área da Saúde. Além disso, permite simular ensaios clínicos e estudar doenças raras de forma mais eficiente.
- **Comunicação social e entretenimento**: Embora o impacto na originalidade seja debatido, a IA generativa possibilita a criação de novos conteúdos a uma fração do custo e do tempo, beneficiando tanto os meios de comunicação como a produção artística.
**Atenção aos erros**
O advogado João Leitão Figueiredo, da CMS Portugal, alertou, em entrevista à Lusa, que os sistemas de IA generativa não são infalíveis e podem cometer erros. São ferramentas de apoio, mas não substituem o julgamento humano. Casos de informações erradas ou falsas geradas por modelos de IA são frequentes. Em Portugal, um exemplo recente envolveu a Google, que corrigiu informações falsas sobre a jornalista e escritora Anabela Natário, após uma queixa da própria.
Este é um tema atual, como refere o jurista: "Ainda não resolvemos problemas antigos associados aos motores de busca e já enfrentamos novas questões relacionadas com as alucinações dos sistemas de inteligência artificial, especialmente os de IA generativa."
**Impacto no pensamento crítico**
O uso da IA generativa pode influenciar negativamente o pensamento crítico, segundo um estudo da Microsoft e da Universidade Carnegie Mellon. Intitulado "O impacto da IA generativa no pensamento crítico", o estudo conclui que, quando usadas de forma inadequada, estas tecnologias podem deteriorar as faculdades cognitivas que deveriam ser preservadas.
Os investigadores observaram que, à medida que os trabalhadores delegam tarefas à IA, há uma redução no esforço cognitivo e no envolvimento crítico, especialmente em atividades rotineiras ou de baixo risco. Este fenómeno levanta preocupações sobre a dependência a longo prazo e a diminuição da capacidade de resolver problemas de forma independente.





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